#Exousia – Discípulo e a autoridade

Postado por Fabio souza     Categoria: Blog

Exousia é o termo no grego que define a palavra autoridade, que se define como primeiramente liberdade de ação. (Eu particulamente a defino como o direito para exercer influencia).

Temos uma autoridade disponível muito grande para influenciar nessa terra. Talvez não dimensionemos isso por estarmos cegos pelo nosso egoísmo. Essa capacidade de influenciar deve confrontar nosso egoísmo. Nosso Mestre declarou: “TODA AUTORIDADE me foi dada”. Isso é muito maior do que pensamos, não experimentamos a liberalidade que há nessa declaração. Esta declaração está baseada pela ação do nosso Ungido(Cristo), vindo do céu, no que moveu na terra. Paulo destaca o sentimento em que O Ungido(Cristo) se moveu e que lhe proporcionou uma autoridade para se movimentar dentro dessas duas esferas, céus e terra, jamais vista. ELE inaugurou um reino, reino esse que outros antes dele prefiguraram o que Ele expressou exatamente. Impressionante como os céus e a terra sempre estiveram ao seu favor… Isso é interessante, e revela um princípio de autoridade que foi conferida e designada a Ele e Nele, e, através Dele e por Ele, foi designada também a nós.

Inicialmente, Ele se ofereceu nos céus embora tudo tivesse sido feito NELE, por meio DELE e para ELE… “Ele é antes de todas as coisas. Nele, tudo subsiste.” (Colossenses 1:16-17); não se apegou a nada que estava ao seu favor. Baseado nesse direito que tinha, se ofereceu para ser servo de tudo e a todos, na terra fez-se homem, e ser “homem” fosse o principal favorecimento a humanidade, mas não parou por ai. Mesmo sendo também humano, foi servo. Tudo o que foi atribuído a Ele, Ele usou para proporcionar autoridade. Vale uma reflexão, porque não exercemos tanta autoridade nem nossa capacidade de influência dentro disso tudo que foi proporcionado por Ele a nós. Posso oferecer uma pequena chave que tem chegado a mim nesses dias, uma exigência que tenho recebido: ser servo de todos. Isso tem sido difícil, servir os que não te favorecem, de fato servir e se disponibilizar a todos. Acredito que essa é uma chave que nos liberta do nosso egoísmo e abre uma capacidade de influência muito maior do que imaginamos; isso nos coloca em autoridade.

Estamos descentrados, envolvendo-nos com nossos problemas, complexidades, desafios COMUNS DA VIDA (trabalho, relacionamentos, dinheiro etc), também os problemas nos grupos, comunidades e congregações que estamos, e isso tem ofuscado nossa visão nos mantendo limitados ou até mesmo acorrentados pelo nosso egoísmo; não conseguimos ver Yeshua. O dar é grandioso, o servir é poderoso, e ver situações sendo contornadas, a ordem chegando em meio à desordem é a paisagem que sacia verdadeiramente o coração do servo.

Aquele que ensina precisa impulsionar seu aprendiz a ter uma operação como a dele ou até maior que ele. Se não pensar assim, quão limitada é a capacidade de influência que existe nele! Se nós buscamos constantemente superar, crescer e se desenvolver em nossa vida, então, o próximo tem que ser o resultado disso sempre. Não foi assim com o nosso Mestre quando disse que faríamos obras maiores que Ele? Se não estivermos preparando pessoas para fazer algo maior do que fazemos hoje, estamos limitando nossa autoridade à capacidade que temos para estender a obra. Na parábola dos talentos foi se distribuindo “conforme a capacidade de cada um”, preste atenção! Que até o que recebeu mais e desenvolveu mais ouviu “sobre o pouco foste fiel”. E é isso que temos recebido agora. Mesmo que o que desenvolvemos (hehe) seja o pouco, temos que ampliar como pensamos dentro de uma ordem espiritual.

Tudo no que Abraão foi desafiado estava sobre Isaque. Desde o início, tudo que Abraão se dispôs a romper para chegar naquele momento estava sendo transmitido a Isaque.

Por sua vez, logo depois tudo que Isaque viveu foi transmitido a Jacó e de tudo que este viveu sobre sua vida e se chegou ao nome da nação que havia sido prometida a Abraão – Israel.

Autoridade espiritual está no Ungido (Cristo) homem e não no Ungido (Cristo) como Deus. Não podemos inverter o nosso serviço, que é espiritual, e é atribuído à humanidade. O Pai amou e deu primeiro seu Filho, e hoje está gerando filhos para que a criação (céus e terra) receba deles a libertação. O serviço não é para o Eterno, é NEle. O homem que foi também criado dos céus e da terra tem no seu corpo componentes das duas realidades, temos um corpo que vem da terra, uma alma que expressa aquilo que veio dos céus, o nosso espírito; e receberemos novos corpos no novo céu e na nova terra. Já estamos no céu vivificados no Ungido, um dia nossa alma ressuscitará e receberemos um novo corpo “Semeia-se corpo natural, ressuscita corpo espiritual. Se há corpo natural, há também corpo espiritual.” (1 Coríntios 15:44) Fomos colocados para dominar e senhorar a terra em autoridade.

Semeia-se corpo animal, é ressuscitado corpo espiritual. Se há corpo animal, há também corpo espiritual. Assim também está escrito: O primeiro homem, Adam, tornou-se alma vivente; o último Adam, espírito vivificante. Mas não é primeiro o espiritual, senão o animal; depois o espiritual. O primeiro homem, sendo da terra, foi terreno; o segundo homem foi o [próprio] DEUS celestial. Qual o terreno, tais também os terrenos; e, qual o celestial, tais também os celestiais. E, assim como trouxemos a imagem do terreno, que possamos também trazer a imagem daquele que é celestial. (1 Coríntios 15:44-49)

Certo, o ponto principal do que vos escrevi é o ponto inicial da convocação do discipulado dO Ungido(Cristo), é negar-se a si mesmo. Talvez não se tenha conhecido quase nada dessa real autoridade, porque ainda não estamos nos aproximando da maneira correta dentro de tudo que estamos vivendo. Existe uma condição para andar nessa autoridade, e Ele foi bem claro quando disse: “Vocês são os que têm permanecido ao meu lado durante as minhas provações. E eu lhes designo um Reino, assim como meu Pai o designou a mim, para que vocês possam comer e beber à minha mesa no meu Reino e sentar-se em tronos”… Ou seja, permanecer ao seu lado tendo uma identificação. Negar-se a si mesmo pode ser a tomada da chave que libera nossos pés para andar em autoridade, sem egoísmo “… Se vós permanecerdes na minha palavra, sois verdadeiramente meus discípulos; e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará.” (João 8:31-32). Pode ser o egoísmo o principal opositor de conhecermos nossa total autoridade? Acredito que sim, pois os homens controlam e manipulam por causa do egoísmo e do medo. Seja livre!

“…Pois quem é maior: o que está à mesa, ou o que serve? Não é o que está à mesa? Mas eu estou entre vocês como quem serve. Vocês são os que têm permanecido ao meu lado durante as minhas provações. E eu lhes designo um Reino, assim como meu Pai o designou a mim, para que vocês possam comer e beber à minha mesa no meu Reino e sentar-se em tronos, julgando as doze tribos de Israel.” (Lucas 22.27)

“…E, quando o Filho do Homem vier em sua glória, e todos os santos anjos, com ele, então, se assentará no trono da sua glória;” (Mateus 25.31)