O que estamos construindo?-Despertando construtores, Parte 11

Postado por Fabio souza     Categoria: Despertando Construtores

Um corpo que está relacionado com uma ação em conjunto: várias partes unidas e uma só movimentação. Em cada parte, cada junta precisa estar desenvolvida de acordo com o andamento do crescimento de um todo. Todo o ser humano é um: o corpo cresce, a voz muda, os cabelos mudam, os órgãos mudam, as juntas se desenvolvem de acordo com o crescimento dos ossos. Dentro de todo esse desenvolvimento, existe a necessidade de um aperfeiçoamento preparando a pessoa como indivíduo a cumprir e exercer aquilo que lhe é exigido em cada período. Na infância, ensinamos a criança e nos ocupamos a colocar-lhe limites e princípios necessários de acordo com a realidade dessa fase em que na maior parte dos momentos são dependentes de pais e tutores. Já na adolescência, esses cuidados continuam, mas dentro de um outro contexto, e aqui começa o desenvolvimento da maturidade: é difícil determinar quando esse desenvolvimento termina, mas ele exige muito mais na fase adulta, quando este indivíduo não deve mais estar pra lá e pra cá, sendo guiado ou sempre correspondendo às “tendências”; ele tem que ter um objetivo, metas, um rumo para não ser mais levado por qualquer coisa, tem que definir o que vai guiá-lo. A mesma coisa ocorre quando somos guiados pelo Espírito – não para o Espírito, porque temos um objetivo e metas: viver a vida eterna que foi disponibilizada a nós por meio do Filho, o Cristo de Deus.

A sabedoria = maturidade

Jesus (Yeshua) uma vez perguntou: “Mas a quem hei de comparar esta geração? É semelhante a meninos que, sentados nas praças, gritam aos companheiros: Nós vos tocamos flauta, e não dançastes; entoamos lamentações, e não pranteastes. Pois veio João, que não comia nem bebia, e dizem: Tem demônio! Veio o Filho do Homem, que come e bebe, e dizem: Eis aí um glutão e bebedor de vinho, amigo de publicanos e pecadores! Mas a sabedoria é justificada por suas obras.” (Mateus 11:16-19). Uma geração que não sabe discernir o que está acontecendo ao seu redor ou que não tem com o que se envolver, não se decide, calcula-se demais.

Interessante observar as duas movimentações: João, o batista, e Jesus (Yeshua). João se isolou, separou-se, e o que eu entendo aqui é que Jesus não está citando uma abstinência por parte de João e sim que ele não se associou e tinha talvez um comportamento estranho, pois logo disseram: Tem demônio! E Ele, Jesus, veio numa outra movimentação, outro comportamento. Ele não ficava afastado no deserto, não implicava com Herodes, chamou para estar com Ele zelotes, publicanos, pessoas que tinham vidas devassas como algumas mulheres e até uma que Ele tinha expulsado sete demônios (Lc 8.2-3). Essas coisas não foram determinantes na espiritualidade deles, e ambos tinham bem claro o seu objetivo e metas; em sua missão também tinham clareza no que precisavam estar envolvidos, maturidade de como proceder diante de uma realidade muitas vezes de descrédito e hostilidade; acusados ambos por falta de equilíbrio, mas algo estava ocorrendo e sendo construído que aquela geração não estava conseguindo alcançar. Reparem uma coisa: em como Lucas narra o que Jesus (Yeshua) disse: “Mas a sabedoria é justificada por todos os seus filhos.” (Lc 7:35).

Podemos traduzir como “Filhos” ou “obras”, pois a palavra que aparece aqui no grego é a palavra teknon que em muitos trechos nas escrituras é usada para filhos, que dá proeminência aos aspectos físicos e externos de parentesco e, metaforicamente, nome transferido para aquele relacionamento íntimo e recíproco formado entre os homens pelos laços do amor, amizade, confiança, da mesma forma que pais e filhos em atitude amorosa. No NT, alunos ou discípulos são chamados filhos de seus mestres, porque estes pela sua instrução educam as mentes de seus alunos e moldam seu caráter. Falamos acima sobre esse trabalho de aperfeiçoamento de sermos levados à maturidade para que não possamos ser confundidos e andarmos em círculos.

A cena é de dois grupos de crianças em uma praça. Um grupo fica sempre imaginando o que brincar, mas um outro grupo não aceita e não se une a eles diante de todas as maneiras que foram apresentadas. Mesmo querendo alguma coisa, não se decidem.

Aqui se apresentam as duas coisas: o que deve ser feito e como deve ser feito, mas as duas coisas não são alcançadas por falta de capacitação e aperfeiçoamento.

“para que não mais sejamos como meninos, agitados de um lado para outro e levados ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro. Mas, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo, de quem todo o corpo, bem ajustado e consolidado pelo auxílio de toda junta, segundo a justa cooperação de cada parte, efetua o seu próprio aumento para a edificação de si mesmo em amor.” (Efésios 4:14-16)

Veja que definição interessante sobre o corpo de Cristo que Denise de Vasconcelos Araujo minha amiga e conserva nos trouxe:

“Porque assim como o corpo é um, e tem muitos membros, e todos os membros do corpo, embora muitos formam um só corpo, assim também é Cristo.” I Coríntios 12,13

Cristo é formado por quem somos Ele é formado por um corpo. Todos os membros dEle, embora muitos, formam um só corpo, Cristo. Imaginem como esta frase era forte para os que leram esta carta. Paulo quis dizer:

Zelem por este corpo, é pelo próprio Cristo que vocês estão zelando.

Amem este corpo, é o próprio Cristo que vocês precisam amar!

Entendam as partes deste corpo, zelem pelo funcionamento correto dele, é o próprio Cristo! Paguem o preço para que este corpo se desenvolva completamente, para que cada parte cumpra a sua função, é o próprio Cristo…

“Vocês são o corpo de Cristo, e individualmente membros uns dos outros.” I Coríntios 12,27

(Postado por Denise de Vasconcelos Araujo. http://denisevasco.blogspot.com/2011/05/assim-tambem-e-cristo.html)

Tenho aprendido muito com Denise sobre esse tema. Também tenho muita certeza de que Denise tem muito a contribuir nesta construção em que estamos vivendo, existe nela uma clareza sobre como podemos avançar dentro desse funcionamento, algo que vem desde seu pai que sempre soube muito bem em como “ligar as juntas” e que hoje recai sobre ela. Com certeza temos que ouvi-la.

Outra coisa que figuradamente se fala é a construção de um edifício, um templo e uma casa de Deus. No antigo testamento isto era sempre empregado num contexto totalmente físico. Literalmente, Israel tinha um templo, uma nação constituída totalmente de uma família, no templo com inúmeras prescrições para o uso. O autor de Hebreus nos explica dizendo que: “querendo com isto dar a entender o Espírito Santo que ainda o caminho do Santo Lugar não se manifestou… É isto uma parábola para a época presente… imposta até ao tempo oportuno de reforma.” (Hebreus 9:8-10)

Construção pelos profetas – Despertando construtores, Parte 10

Postado por Fabio souza     Categoria: Despertando Construtores

“Ora, os profetas Ageu e Zacarias, filho de Ido, profetizaram aos judeus que estavam em Judá e em Jerusalém, em nome do Deus de Israel, cujo Espírito estava com eles. Então, se dispuseram Zorobabel, filho de Sealtiel, e Jesua, filho de Jozadaque, e começaram a edificar a Casa de Deus, a qual está em Jerusalém; e, com eles, os referidos profetas de Deus, que os ajudavam.” (Esdras 5:1-2)

Olhando o texto, podemos perceber e compreender um pouco melhor o funcionamento do ministério do profeta. Saber como funciona um profeta pode nos afetar em como ouvi-lo e como acessá-lo e em também o que esperar desse serviço que está presente nas duas etapas do desenrolar dos propósitos de Deus aqui na terra, em Israel e na Igreja.

Vejo os profetas muito relacionados e envolvidos no que foi dito por Deus e no que foi recebido pelo povo, ao formarem uma aliança com o que estava sendo proposto. Eles se movimentavam sempre puxando e realinhando num momento entre o início e a conclusão do propósito, o que estava sendo vivido naquela época e nos acontecimentos no meio daqueles homens. Aqueles homens foram como que marcados, ungidos e escolhidos para que naquele ponto e naquele período fossem sempre orientados por meio de suas proclamações, trazendo um parecer, uma leitura, uma medida, uma linha entre o santo e o profano, daquilo que era realmente para ser feito e estar envolvido e o que não era.

Então eles repetiam, explicavam e aplicavam a palavra do Senhor às vezes por meio de ações e símbolos; deviam guiar o povo à resposta apropriada, à palavra falada e explicada. E exigir deles algo além disso é como empurrá-los em propensão aos erros. Qualquer funcionamento que lhes seja exigido a mais daquilo que lhe corresponde realmente fica vulnerável a isso. Estamos hoje falando muito de uma correção necessária a fazer que é o reposicionamento do ministério pastoral e da função do pastor. Como isso foi confundido… Até muitas das vezes dentro de uma questão doutrinária e apologética em proteger a igreja de desvios, de sermos levados por “vento de doutrina”, anulou-se a existência dos outros funcionamentos que Paulo nos apresenta na tão falada hoje passagem de Efésios 4.11, agregando à figura e à função do pastor a representação dos outros quatro ofícios ditos por Paulo. Outro ponto que é valido também observarmos é que dentro disso, todos os funcionamentos – inclusive o do pastor – estão colocados dentro de uma operação e de um contexto de aperfeiçoamento.

Isso tudo precisa ser revisado com muito cuidado porque o objetivo do serviço desses cinco ofícios visa à edificação do corpo de Cristo e é por essa construção, por estar envolvido e sendo aperfeiçoado pelos ofícios, que vamos sendo protegidos de “vento de doutrina”. Esse aperfeiçoamento nos tira da condição de “meninos” – metáfora de um infantil, imaturo, inexperiente.

Quero com alguns artigos cooperar para que tenhamos um melhor entendimento de como perceber e discernir uma movimentação e o serviço dos profetas. Para um melhor aproveitamento de ambos, os que servem e os santos que estão sendo servido por eles, propocionando um progresso na “obra do minstério”. Todos ganhamos com isso “…há somente um corpo e um Espírito, como também fostes chamados numa só esperança da vossa vocação;” (Efésios 4:4).

MORNINGSTAR IN RIO

Postado por Fabio souza     Categoria: Blog

Vemos o evento como uma oportunidade preciosa, cremos que a vinda desses conservos no Rio de Janeiro irá contribuir e muito com o que temos trabalhado aqui. Então contamos com todos vocês para que juntos possamos fazer esse evento acontecer.

Abraço a todos
Fabio Souza

Para maiores informações clique no cartaz

Despertando construtores, Parte 9

Postado por Fabio souza     Categoria: Despertando Construtores

As Pedras Queimadas

Os livros de Esdras e Neemias são duas das mais importantes mensagens proféticas de nosso tempo. Esses livros contêm a história de um remanescente do povo de Deus que retornou para Jerusalém do cativeiro na Babilônia para reconstruírem o templo do Senhor e os muros da cidade. Estes fiéis enfrentaram oposição e crítica das nações ao seu redor e até mesmo da parte de alguns compatriotas judeus que haviam permanecido na terra. Um dos mais veementes destes, Sambalate, disse as seguintes palavras a respeito deles:

E ele falou na presença de seus irmãos  e do exército de Samaria, dizendo: Que fazem estes fracos judeus? Fortificar-se-ão? Oferecerão sacrifícios? Acabarão a obra num só dia? Vivificarão dos montões de pó as pedras que foram queimadas?”(Neemias 4,2)
Hoje o inimigo da obra de Deus está fazendo estas mesmas acusações abusivas. Há um remanescente do povo deixando o conforto religioso da Babilônia com a visão focada na restauração do templo do Senhor na sua glória anterior. Sair da Babilônia e fazer a jornada espiritual para o local onde o templo será reconstruído exige uma fé extraordinária.  É neste lugar que a vida verdadeira da Igreja acontecerá da forma como o Senhor desejava que tivesse sido desde o início. E então, após a conclusão da jornada podemos esperar que as críticas invejosas e os inimigos do Senhor continuem. Um dos desafios com o qual podemos contar é a pergunta feita acima: Como poderão ser reconstruídos com pedras queimadas?

De fato, tanto o templo reconstruído quanto os muros da cidade foram construídos com pedras que haviam sido queimadas durante a destruição do templo e da cidade. Estas foram as pedras que haviam falhado e que agora pareciam inúteis para qualquer construção. Quanto mais a reconstrução do glorioso templo do Senhor ou dos muros que representavam a salvação (veja Isaías 60.18). Você é uma destas pedras queimadas? Você passou por uma obra que parecia gloriosa e gerando muito potencial e acabou completamente decepcionado? Você se queimou? Se este é o seu caso você é um candidato excelente para a nova obra que o Senhor está realizando hoje.

Pedras queimadas podem não ter boa aparência, mas elas passaram pelo fogo – foram provadas. Só uma fé notável é capaz de suportar o fracasso e se levantar novamente, determinado a continuar seguindo a visão. Pense no tipo de fé que este remanescente teve que ter para retornar para o local onde experimentaram o maior fracasso e devastação com a decisão de começar tudo de novo. É este o tipo de visão necessária para suportar a oposição e a falta de encorajamento que certamente virão durante a restauração.

Se você ainda não foi testado através de um fracasso espiritual sério, talvez você seja muito idealista para compreender o real objetivo por trás do que Deus está fazendo. Tudo o que o Senhor faz nesta era é um testemunho do Seu poder redentor. Como já foi dito, as pedras queimadas podem não ter boa aparência, mas o Senhor nunca se preocupou com o exterior das Suas habitações. Aqueles que passaram pelo fogo do fracasso e estão dispostos a serem usados novamente provavelmente serão aqueles com o interior com o qual Ele deseja construir.

Tanto Esdras quanto Neemias prevaleceram porque mantiveram o foco na obra e se recusaram a permitir que as críticas e a oposição os parassem. Eles responderam seus acusadores em alguns momentos e trabalharam com suas espadas na mão, sempre prontos a entrar em guerra se fossem atacados. Haverá momentos para trabalhar e guerrear mas precisamos nos lembrar que o nosso principal trabalho é completar a obra.

Todos estão aqui pelo mesmo motivo: ver o Senhor habitar no meio do Seu povo. Ter a presença dEle manifesta em nosso meio vale qualquer coisa que tenhamos que suportar. Aqueles que foram chamados à obra precisam aprender a reconhecer os que Judas chama de “queixosos” (Judas 1,16) e resisti-los. Isso faz parte da prova que precisa acompanhar cada obra significativa.

Estes ataques acabam minguando o exército, pois há aqueles que não têm coragem de fazer parte da obra neste estágio. Quando Israel se reunia para a guerra, o Senhor muitas vezes removia os soldados que eram  medrosos demais para a batalha.  Este é um corte que precisa acontecer antes que algo de real importância espiritual seja construído, ou antes, de batalhas importantes iniciarem. As críticas e acusações falsas deveriam nos encorajar. Há o tempo certo para respondê-las e há o momento de sacar a espada contra o acusador dos irmãos, mas na maior parte das vezes o que precisamos fazer é simplesmente focarmos a atenção na obra que nos foi dada. E a melhor resposta para qualquer crítica será a conclusão da obra.

Por Rick Joyner MorningStar Ministries
Traduzido por Denise de Vasconcelos Araujo

Despertando construtores, Parte 8

Postado por Fabio souza     Categoria: Despertando Construtores

Humothumadon

Foi dentro de cinco anos, mais ou menos, que decorreram a morte e ressurreição de Cristo e a perseguição que se levantou com o caso de Estevão; a igreja tinha se tornado um grupo distinto de homens.

Em Atos 2.42-47, essas passagens relatam aquilo que foi cultivado no meio deles neste mesmo período de cinco anos: o povo perseverava. Se Lucas tivesse dito isso no livro, nos facilitaria entender que as coisas não são da noite pro dia. Eles iam por esse tempo cultivando esse sentimento de perseverança. Eles ensinavam, oravam e louvavam a Deus e iam sendo-lhes acrescentados os que iam sendo salvos. E por isso, eles compartilhavam de todas as coisas, das casas e dos bens, porque era necessário receber estes que iam sendo salvos – pois muitos deles eles eram expulsos de suas casas por causa da tradição familiar, precisando de um abrigo. A Igreja se preparava para recebê-los.

Esse é o ambiente que buscamos.

Vamos voltar ao capitulo 1 de Atos e vamos verificar um pouco de como foi todo o decorrer que desembocou nesta movimentação. Jesus(Yeshua) ressuscita e passam-se 40 dias depois de ouvirem sobre o Reino. Pelas contas, eles receberam o Espírito no Pentecostes, então eles permaneceram 10 dias orando.

Jesus (Yeshua), em sua trajetória aqui na terra, mostrou que a oração não era só obrigação do serviço religioso e dos sacerdotes, mas uma função do povo. Por isso, logo depois das suas instruções, mobilizaram encontros procurando um só objetivo: “… Todos estes perseveravam unânimes em oração…” (Atos 1.14). Duas palavras se repetem neste versículo 14 antes do evento do derramamento do Espírito Santo e depois no capítulo 2.46 – “perseveraram unânimes”. Isso descreve um sentimento, um comportamento.

Perseverar no grego é a palavra Proskartereo formada por outras três que significam:

Pros – em beneficio de, em direção antes; Kartereo – permanecer firme; Kratos – Força

Pode-se entender este termo como viver antecipando uma realidade que se espera (“antecipar o que deve ser”).

Unânimes no grego é a palavra Humothumadon fomada por:

Homou – junto de pessoas reunidas; Thumos: Paixão, raiva, fúria, ira que ferve de forma imediata e logo acalma outra vez; Thuo é a raiz = sacrificar, imolar.

“Com uma mente, de comum acordo, com uma paixão… Quem tem os mesmos sentimentos e propósitos… Todos juntos.”

Vamos nos aproximar mais um pouco com uma tradução mais próxima do literal do que está escrito na língua original em Atos 2.1 diz: …ao ser preenchido junto ao dia… Estavam juntos respirando o mesmo… Estavam todos reunidos no mesmo lugar = ambiente. Estavam todos sob o mesmo ar. Agarraram-se ao mesmo ambiente para se manterem vivos, para se manterem neste sentimento.

O crer fazia com que as coisas acontecessem. Começam a praticar baseados nessa fé, e alinham sua vida acreditando que um dia se chegaria à plenitude.

A doutrina

Os apóstolos ensinavam a crença, eles estavam sempre rebatendo sobre quem era Jesus, qual era sua real posição. Segue em negrito o que considero por pilares dentro da mensagem:

“Jesus, o Nazareno, varão aprovado por Deus diante de vós com milagres, prodígios e sinais, os quais o próprio Deus realizou por intermédio dele entre vós, como vós mesmos sabeis; sendo este entregue pelo determinado desígnio e presciência de Deus, vós o matastes, crucificando-o por mãos de iníquos; ao qual, porém, Deus ressuscitou, rompendo os grilhões da morte; porquanto não era possível fosse ele retido por ela… e o seu túmulo permanece entre nós até hoje… A este Jesus Deus ressuscitou, do que todos nós somos testemunhas. Exaltado, pois, à destra de Deus tendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou isto que vedes e ouvis… Esteja absolutamente certa, pois, toda a casa de Israel de que a este Jesus, que vós crucificastes, Deus o fez Senhor e Cristo. ” (Atos 2:22-36)

Todo o ensino deles era desenvolvido em torno de um só tema: Ele morreu, ressuscitou e vai voltar. O Espírito vinha naquele momento para concordar: “esse Cristo a quem vocês mataram ressuscitou” por meio também de milagres, prodígios e sinais como autenticação dessa mensagem (Atos 2.43).

“…tendo sido anunciada inicialmente pelo Senhor, foi-nos depois confirmada pelos que a ouviram; dando Deus testemunho juntamente com eles, por sinais, prodígios e vários milagres e por distribuições do Espírito Santo, segundo a sua vontade.” (Hebreus 2:3-4)

Essa era a base da transmissão da doutrina. Doutrinar é uma transmissão de valores e princípios, não há diretrizes estereotipadas. Métodos e técnicas devem variar de acordo com a situação. Jesus(Yeshua) e os apóstolos variavam na sua metodologia. Grupos grandes ou pequenos, o ensino era ministrado por um ou dois, de forma longa ou breve, visualizado, com interação, ou escrito, ou falado… Isso variava.

Mas o principal é que a doutrina dos apóstolos se tratava da transmissão de valores (princípios, práticas, hábitos) dos apóstolos que receberam de Cristo baseando-se no que Ele veio cumprir. O alvo dessa doutrina deve ser a edificação. Isso independe de como vamos fazer esta transmissão dos valores. Para cada grupo ou região, há uma instrução específica, há uma forma.

O ensino precisa se manifestar e ter uma aplicação. Se perseverarmos nesses valores, vamos gerar um ambiente.

Essa mensagem gerou um sentimento, que gerou ações. Nisso, eles dividiam suas propriedades, perseveravam “nas orações e no partir do pão”… Eles estavam juntos por causa de um propósito. Eles mesmos se encontravam para manter um sentimento.

Conversava sobre esse ponto com minha amiga e psicóloga Thais Camargos Jardim, e ela comentou que a CRENÇA gera PENSAMENTO, que gera COMPORTAMENTO e que isso é uma das vertentes mais eficientes da psicologia… É a raiz, é o que pode efetivamente mudar e gerar ações; chama-se de cognitiva comportamental o termo que a psicologia usa para nomear essa abordagem.

Eu penso que se não houver um sentimento, não serve nada do que estamos fazendo, não serve estarmos juntos, manter conexões… Eles temiam o que estavam fazendo e temiam aquilo no que estavam envolvidos, não era medo, era reverência. Sabiam que o que estavam fazendo era por algo que estava por vir. Essa era a expectativa. Eu não posso fazer coisas por minha causa, mas por causa do serviço e de uma causa comum, do que queremos construir. Isso gera um sentimento de interdependência uns com os outros, que precisamos orar juntos… Porque em cada alma deve haver temor. Na comunhão, na doutrina… Em tudo.

Assim fizeram esses homens, construíram um modelo através de uma crença, através de um testemunho… Esses homens através de seu testemunho marcaram uma época e um momento. Há um cuidado, não somos os mais especiais. Cabe a nós funcionar dentro de um entendimento, para gerar o testemunho e não para sermos melhores. Mas simplesmente transacionarmos de “ter fé em” para “ter a fé dEle”.