Despertando construtores, Parte 7

Postado por Fabio souza     Categoria: Despertando Construtores

Eu, João, irmão vosso e companheiro convosco na aflição, no reino, e na perseverança em Jesus, estava na ilha chamada Patmos por causa da palavra de Deus e do testemunho de Jesus. (Ap 1.9)

João estava parado numa região, mas não importava onde estava, mas sim o que carregava. O que levava dentro dele eram a palavra de Deus e o testemunho de Cristo. Na prisão, no cativeiro, no sofrimento da limitação. Não importa o tempo, como chegamos. Importa é o que carregamos. O que João carregava fez com que Deus o atraísse para que ele pudesse ver e compreender o que Deus estava fazendo.

Era um período em que a igreja perdeu um pouco o sentido de seu funcionamento. 30 anos depois de uma explosão que aconteceu em Éfeso (Atos 19) a Igreja já estava perdendo o seu sentido. Que já tinham feito que tivessem pra fazer e as coisas não estavam acontecendo. E João estava em Patmos. Ele diz, por causa da palavra da perseverança, do Reino, isso fez com que Deus puxasse. Como se João estivesse em um nível e Deus o levasse para cima.

Tudo começa com o que carregamos. É o que faz Deus nos transportar para compreender o que Ele está fazendo. Não é uma compreensão do que dizem as escrituras, mas o que estou carregando, o que me trouxe até aqui.

A palavra de Deus…

A palavra de Deus não é um livro. Não é o muito que Ele sabia, mas o temos do que Ele carregava diante de quem Deus era. Essa era a palavra de Deus, que Ele carregava. QUAL A PALAVRA QUE VOCÊ ESTÁ CARREGANDO? Está somente para ouvir qualquer palavra? E nunca carrega nenhuma palavra, sempre querendo saber para onde ir ou o que fazer, porque não carrega nenhuma palavra? Isso faz com que não haja evidência da causa que defende.

Liberar os homens, cura, servir com justiça, porque estamos perseguindo algo que está mais adiante: trazer ordem a uma criação. Isso é o que traz o Reino de Deus ordem a uma criação. É o reinado de Deus invadindo a terra. O reino de Deus é uma ação de Deus. Jesus(Yeshua) declarou : “Se expulso demônios, é pelo dedo de Deus que faço porque o reino de Deus é chegado a vocês…O que de onde satanás foi expulso, está chegando até você. Estou trazendo ordem, para a vida do homem e para a criação”.

Por isso para andarmos em autoridade e poder, devemos a posição de cada um de nós. Como vou entender a minha função no corpo? Primeiro desejando ver o corpo e depois descubro minha parte. Temos que começar pelo corpo e não por mim mesmo. Envolvendo-nos com o que Ele mandou fazer. Se nos envolvemos, vamos tendo compreensão de qual parte me cabe.

Quando João começou a ouvir as instruções para a Igreja, cada instrução vinha acompanhada de um aspecto do que viu (Apocalipse 1.12-16). Ele não estava mais avaliando a Igreja do que ele via de como estava a Igreja, ele já estava sendo levado a olhar a igreja como ele tinha visto o Filho. Esse é o cuidado que nós como proféticos devemos ter. Não olhar para a Igreja e avaliar a partir de seu conhecimento. Analisando a partir do que conhecemos. O que João estava aprendendo é que ele estava olhando a Igreja a partir do que tinha visto no Filho. Precisamos verificar o que vemos o Filho e encaixar em cada parte da Igreja. Temos que buscar o temor ao Senhor, carregar uma palavra e ela vai nos trazer compreensão, avançando por causa daquilo que carregamos. Muitas vezes queremos compreender tudo para podermos atuar. Precisamos cuidar com isso, porque podemos estar renovando nosso conhecimento e não nosso entendimento.

O testemunho de Jesus (Yeshua)

A primeira coisa que ele viu foi esse Filho, Yeshua, e a primeira parte depois de ter visto a imagem do Filho, foi caminhando sobre a Igreja. Isso nos recorda quando esteve, na Terra, e antes de ter derrubado tudo no templo, caminhou por todo o templo. E depois ele soltou um clamor que já havia sido feito por Jeremias e Isaias – a casa do meu Pai será chamada casa de oração. Ele está andando no meio da Igreja. Temos que buscar olhar para Ele e para a Igreja. Se olharmos somente para Igreja, não temos compreensão do que Ele esta fazendo, e só vai vir de acordo com aquilo que estamos carregando, não por causa das nossas capacidades ou condições. Ele estava em um dia, e esse dia foi chamado DIA DO SENHOR pra ele, que talvez tenha sido o dia em que resume toda sua vida.

Nas escrituras encontramos dias, como nomes de homens, Dias de João Batista, dias de Ló, de Elias, Noé… Dia do Senhor. O que leva a pensa que esses homens receberam uma “homenagem” porque eles deixaram de viver os dias deles, para viver o dia do Senhor. E esse dia do Senhor tem a ver com a missão que eles tinham nessa terra.

O dia do Senhor para João mudou toda a historia dele. No contexto histórico, parecia que tudo que eles tinham feito se perdeu, perdeu o sentido. Yeshua (Jesus) não tinha voltado… O que esta acontecendo? Cada vez mais os primeiros apóstolos não estariam mais na terra e se esse foi o João que caminhou com Yeshua (Jesus), estaria sozinho, talvez avaliando “olha como está a Igreja, tudo o que fizemos, parece que não vamos conseguir resolver nada mais. Já estou preso e limitado. Já estou velho e não consigo andar mais…” Mas o que ele manteve o transportou para uma compreensão ainda maior.

QUAL A PALAVRA QUE VOCÊ ESTÁ CARREGANDO? Está somente para ouvir qualquer palavra? E nunca carrega nenhuma palavra, sempre querendo saber para onde ir ou o que fazer, porque não carrega nenhuma palavra? Isso faz com que não haja evidência da causa que defende.

O que eu carrego me impulsiona, para compreender aquilo que Ele está fazendo. Não importa quantos dias ou horas, ou a situação que vivemos o que importa é o que carregamos. O que nos trouxe até aqui vai nos levar para onde teremos que ir.

Despertando construtores, parte 6

Postado por Fabio souza     Categoria: Despertando Construtores

O lugar

Nascendo de novo

Voltamos para Nicodemos, um homem crente em Deus cuja forma de viver e sua crença estavam equivocadas (João 3.2). Por isso Yeshua (Jesus) condiciona a ele três coisas pra experimentar: tem que se ter uma nova concepção, abandonar uma e gerar a outra. Ocorre o mesmo quando Yeshua(Jesus) fala pra ele de entrar, aqui Jesus aponta que para ele ser participante, tem que ser – e ter – uma nova essência (água) e ser conduzido por outra realidade, pelo Espírito (João 3.3-5).

Nicodemos tem dificuldade de compreender o que Jesus estava propondo porque ele não estava reconhecendo Yeshua(Jesus) como Messias(Cristo), o filho de Deus. Logo Yeshua(Jesus) se põe a explicar essas coisas (que é a principal intenção do autor deste evangelho… João, um dos doze, confirma que Yeshua(Jesus) é o filho de Deus e que por meio dele se deu início ao processo de redenção da humanidade dando o direito a todo aquele que crer em Messias(Cristo) de ser feito filho de Deus), observem os versículos:

“Em verdade, em verdade te digo que nós dizemos o que sabemos e testificamos o que temos visto; contudo, não aceitais o nosso testemunho. Se, tratando de coisas terrenas, não me credes, como crereis, se vos falar das celestiais? Ora, ninguém subiu ao céu, senão aquele que de lá desceu, a saber, o Filho do Homem que está no céu.” (João 3.11-13)

Então esse era o ponto ele precisava aceitar: que aquele Yeshua(Jesus) era o Messias(Cristo) dentro de sua concepção e mentalidade. Eu sei que o nosso problema não está em crermos em Cristo que ele é o filho de Deus, a nossa dificuldade é de viver dentro dessa realidade e de nos apropriarmos desse direito que temos de sermos feitos filhos. O texto diz… Mas a todos quantos o receberam deu-lhes a potestade de serem feitos filhos de Deus: aos que crêem no seu nome… Ou seja, a todos que têm Yeshua(Jesus) como padrão foi dado o direito de terem a condição de serem filhos de Deus. Isso é uma mudança de estado, o mesmo estado que Yeshua(Jesus) apresenta a Nicodemos no verso seguinte: Os quais não nasceram do sangue, nem da vontade da carne, nem da vontade do varão, mas de Deus… Conforme já abordamos: seria “nascer de novo, o que significaria o abandono de uma concepção, uma morte, até para que uma nova venha nascer”.

Essa mudança de estado está relacionada com nossa visão de mundo. Yeshua(Jesus) pergunta a Nicodemos “Se vos falei de [coisas] terrestres e não crestes, como crereis, se vos falar das celestiais?” As coisas da terra no texto são as coisas presentes de onde estamos, no que estamos vivendo, que estão à vista.

Em particular no seu espírito você não ressuscitou… Não é somente o nascer de novo, mas o correto é nascer algo novo… Um novo nascimento… Se o Senhor tivesse ressuscitado seu espírito, o antigo, que espírito você teria? O mesmo espírito de antes? De qual natureza? Humana?

Deus não ressuscitou seu antigo espírito, mas deu origem a uma nova criação no seu espírito com uma nova natureza divina. Então temos “o filho” que é Deus, que é de natureza divina, para produzir uma adoção. Para produzir adoção, Deus faz dar-nos uma natureza divina através de um novo nascimento, uma nova criação… Deus não poderia ter filhos humanos, mas sim ter filhos da mesma natureza para podermos nos relacionar.

Direitos da adoção

Para compreendermos melhor esse tema, temos que nos basear na lei judaica de adoção. O direito de primogenitura dava uma herança, uma porção especial maior que a de todos os outros, mas a maior diferença não se tratava somente das coisas materiais, mas sim no fato de que o primogênito herdava o governo e a posição de seu pai – a posição de autoridade.

O direito de primogenitura nos gera identidade. Esta herança de primogenitura que pela adoção recebemos em Cristo. A herança que temos em Cristo vai nos levar à unidade com o Filho e com o Pai; Deus nos tem dado por herança a natureza e todo o necessário para que sejamos um com Ele, o Pai.

Despertando construtores, parte 5

Postado por Fabio souza     Categoria: Despertando Construtores

Onde nós estamos hoje? Estamos fazendo o que temos que fazer? Tem a ver com o que estaremos fazendo no futuro? Onde está e em que está a nossa perspectiva para o (ou do) futuro? Sentimo-nos seguros e protegidos hoje, onde estamos e no que estamos fazendo?

Se a resposta é não para esses questionamentos, quero te apontar um lugar para o qual você deve correr rápido! Agora! E depressa! Porque você pode estar apresentando alguns sintomas como, por exemplo, ansiedade, pelo amanhã e até pelo hoje. Ao começar o dia, não sabe nem por onde começar mesmo estando envolvido com um monte de coisas, bem ocupado. Pergunte-se: para quem estou trabalhando, para mim, para uma instituição ou para Deus?

Paulo, preso em uma prisão domiciliar, dizia em suas epístolas que era prisioneiro de Cristo em Roma e essa era abordagem dele mediante a situação que ele estava inserido: ele não se dividia entre seus problemas com Roma e com os da Igreja. O que ele estava vivendo era por uma causa só. Quando esteve em Corinto, envolveu-se em um negócio pela causa do evangelho (Atos 18.1-4), pois entendeu que estando nesse negócio estava se conectando com o local e, assim, conectando o local – através do negócio – ao propósito, o Reino de Deus. Que fique bem claro que essa expressão “Reino de Deus” indica um reinado, uma ação de domínio; é dominante, não é algo passivo, ele é acionando pela ação dos súditos pela forma como vivem, como se expressam e como se movem. Assim, manifestam a virtude desse Reino. É como compararmos isso com o comportamento de cada pessoa a partir de sua nacionalidade, sabendo que cada pessoa expressa uma personalidade coletiva regional. No Brasil podemos olhar isso em relação às regiões, que apesar de cada indivíduo ter sua personalidade (se é brincalhão, sério, fala muito ou é mais calado) ela é expressa por meio dessa personalidade coletiva. O jeito de falar (gírias), os costumes e sua mentalidade, tudo vem e tem seu início, seu princípio na personalidade coletiva local.

É dessa forma que devemos trazer essa imagem do homem celestial (1 Cor 15.49), a partir desse lugar onde recebemos a vida e isso vai moldar o meio em que estamos hoje. O problema não é onde estou e sim quem eu sou, quando nos perguntamos isso estamos buscando um ponto de partida porque ele nos liga em quem somos e no que devemos ser. Por exemplo, uma pessoa que tem perda de memória. Parece-me que sempre lhe é aconselhado voltar às suas origens, onde esteve para recuperar um ponto de memória que a reative novamente, e assim ela entenda onde está, o ponto mais importante no que prosseguir e em qual propósito está envolvida.

Eu penso que todas as pessoas do mundo fazem esse tipo de questionamento; algumas acham e outras não, por que isso? Não sei, mas lendo as escrituras pude crer que Deus Reina. Em Daniel 4.34-37… “Mas ao fim daqueles dias, eu, Nabucodonosor, levantei os olhos ao céu, tornou-me a vir o entendimento, e eu bendisse o Altíssimo, e louvei, e glorifiquei ao que vive para sempre, cujo domínio é sempiterno, e cujo reino é de geração em geração. Todos os moradores da terra são por ele reputados em nada; e, segundo a sua vontade, ele opera com o exército do céu e os moradores da terra; não há quem lhe possa deter a mão, nem lhe dizer: Que fazes? Agora, pois, eu, Nabucodonosor, louvo, exalto e glorifico ao Rei do céu, porque todas as suas obras são verdadeiras, e os seus caminhos, justos, e pode humilhar aos que andam na soberba.”

Serviço-Macapá

Postado por Fabio souza     Categoria: Blog

“…A atuação do Espírito nos torna sacrifícios vivos, e não mortos. Por causa do sangue do Cordeiro, o Espírito está aqui na terra PERMITINDO que os sacrifícios sejam vivos e não mortos para que sejam chamados de sacrifícios. Sacrifícios vivos, santos e agradáveis. Ser batizado no Espírito vai muito além de uma ação, tem a ver com entrarmos em uma pequena brecha que nos coloca dentro de algo muito imenso.”

Despertando construtores, parte 4

Postado por Fabio souza     Categoria: Despertando Construtores

O zelo sem entendimento

“Porque lhes dou testemunho de que eles têm zelo por Deus, porém não com entendimento. Porquanto, desconhecendo a justiça de Deus e procurando estabelecer a sua própria, não se sujeitaram à que vem de Deus. Porque o fim da lei é Cristo, para justiça de todo aquele que crê.” (Romanos 10:2-4)

O zelo que a Igreja carrega pode já nos ter contaminado, porque o zelo cego não dá entendimento e passamos a estabelecer um padrão, uma teologia que nos fecha, nos bloqueia para vermos e ouvirmos o que o Espírito Santo está fazendo, movendo e dizendo. Por isso, Mateus 13:14-16: O CORAÇÃO DELES SE ENDURECEU, o entendimento. Por isso eles não são convertidos e curados, por isso não têm ouvidos para ouvir, por isso falo em parábolas.

Angústia

Os momentos de grandes movimentações serão marcados por momentos de angústia. Não é regra, mas é freqüente. E deve-se ter atenção. A angústia pode nos tirar, nos levar a orar o que é contrário à vontade de Deus.

“Agora, está angustiada a minha alma, e que direi eu? Pai, salva-me desta hora? Mas precisamente com este propósito vim para esta hora. Pai, glorifica o teu nome. Então, veio uma voz do céu: Eu já o glorifiquei e ainda o glorificarei.” (João 12:27-28)

A oração dele foi curta, mas eficaz, pois estava alinhada à vontade de Deus. O aumento de autoridade é gestado em momentos de angústia.

O que determina nosso entendimento é a entrega. Isso vai ser determinante para que ouçamos o Espírito. Como perceber o Espírito? Dedicando-nos. Entregando-nos.

O mais importante não é entender tudo. O mais importante é entrar naquilo que foi entendido. Porque essa é a clareira que nos leva ao próximo entendimento. É como um terreno que ainda não foi desbravado. Mas uma vez que tenho um espaço que já foi descoberto e ENTRO nele, eu sigo mais à frente.

A atuação do Espírito nos torna sacrifícios vivos, e não mortos. Por causa do sangue do Cordeiro, o Espírito está aqui na terra PERMITINDO que os sacrifícios sejam vivos e não mortos para que sejam chamados de sacrifícios. Sacrifícios vivos, santos e agradáveis.

Ser batizado no Espírito vai muito além de uma ação, tem a ver com entrarmos em uma pequena brecha que nos coloca dentro de algo muito imenso.

Entregar-se ao ponto de crer que ele vai ressuscitar o que vamos entregando – Abraão entregou o futuro dele, Isaque era o futuro da história de Abraão. Não se aferrar ao passado para que se possa entrar no futuro.

Deus obscureceu o entendimento deles e hoje traz um temor para aqueles envolvidos com o que Ele está movimentando porque esse movimento também está sendo confiado a eles. É necessário entregar tudo.

Avanços

Onde nós estamos posicionados interfere nossa visão. Onde você está hoje? Eu posso te suspender para que você possa ver um pouco melhor, mas nunca desfazer o que te apóia hoje. Em cada processo que Abrão viveu do que Deus havia falado com ele desde o início. Ele foi sendo ampliado em cada avanço; até em situações em que ele se envolveu – provocadas por ele mesmo – Deus vinha intervir e ampliava sua visão. Tenho percebido que a missão dificilmente se altera, a visão sim, e os valores vão sendo inseridos na missão. Você aprende que sem eles compromete-se a missão e corre o risco de se perder e ofuscar a visão.

Ouvido e vendo

“…Ide e anunciai a João o que estais ouvindo e vendo: os cegos vêem, os coxos andam, os leprosos são purificados, os surdos ouvem, os mortos são ressuscitados, e aos pobres está sendo pregado o evangelho” (Mt 11:2-5).

Onde estão focados os nossos olhos? Porque é a partir de onde estiverem focados nossos olhos e ouvidos que são formadas nossa mente e nossa capacidade de ler os tempos e acontecimentos. E foi isso que Jesus fez com João, redirecionou sua visão. Às vezes me pergunto por que João não se tornou um dos discípulos ou apóstolos de Jesus. Por que ficou tão distante ao ponto da sua visão se ofuscar assim? Bom, já ouvi algumas teorias e confesso que ainda sigo buscando compreender o por quê.