O que estamos construindo? A casa espiritual – despertando construtores, parte 12

Postado por Fabio souza     Categoria: Despertando Construtores

Estamos sendo edificados como casa espiritual para ser…

Sacerdócio santo…Raça Eleita…Sacerdócio real…Nação santa…Povo de propriedade exclusiva de Deus… A fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz

com a finalidade

de oferecer sacrifício espirituais

por meio

de Jesus Cristo…A pedra que os construtores rejeitaram…Sobre esta pedra…Cristo,O Filho do Deus vivo…”edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra angular; no qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para santuário dedicado ao Senhor, no qual também vós juntamente estais sendo edificados para habitação de Deus no Espírito.” (Efésios 2:20-22).

A partir disso, creio que vamos compreendendo e atualizando nossa finalidade como Igreja – a quem conceituo como um organismo sacerdotal. A igreja é um núcleo da ação do reino de Deus; ela não é o Reino, é uma casa de oração. Em Mateus 16.18-19, Jesus anunciou de maneira simples o que veio fazer na terra. Para essa igreja eu darei as chaves do Reino dos Céus.” Note que a igreja não é o Reino, mas tem a autoridade e as ferramentas para trazer o Reino. O fundamento básico para todas as orações, disse Jesus(Yeshua), deve ser para que o Reino venha. Vamos falar disso mais a diante.

Um clamor ecoa…

Três vezes o mesmo grito já foi dado: “a casa do meu pai será chamada casa de oração para todas as nações…” [Isaias 56.7; Jeremias 7.11; Mateus 21.13; Lucas 19.46; Marcos 11.12; João 2.13-22]

Outra coisa que figuradamente se fala é da construção de um edifício(no artigo anterior falamos sobre ” o corpo”), um templo e uma casa de Deus. No Antigo Testamento, isto era sempre empregado num contexto totalmente físico. Literalmente, Israel tinha uma nação constituída totalmente de uma família, e tinha um templo, com inúmeras prescrições para o uso. O autor de Hebreus nos explica dizendo: “querendo com isto dar a entender o Espírito Santo que ainda o caminho do Santo Lugar não se manifestou…” É isto, uma parábola para a época presente… Imposta até o tempo oportuno de reforma. (Hebreus 9:8-10)

Vamos ver como funcionava na antiga administração:

TEMPLO

Edifício construído no monte Moriá, em Jerusalém, no qual estava centralizado o culto a Javé em Israel. Substituiu o TABERNÁCULO. O primeiro Templo foi construído por Salomão, mais ou menos em 959 a.C., e destruído pelos babilônios em 586 a.C. (2Rs 25.8-17). O Templo propriamente dito media 27 m de comprimento por 9 de largura por 13,5 de altura. Estava dividido em duas partes: o LUGAR SANTÍSSIMO (Santo dos Santos), que media 9 m de comprimento, e o LUGAR SANTO, que media 18 m. Encostados nos lados e nos fundos do Templo, havia três andares de salas destinadas a alojar os sacerdotes e servir como depósito de ofertas e de objetos. Na frente havia um PÓRTICO, onde se encontravam duas colunas chamadas Jaquim e Boaz. No Lugar Santíssimo, onde só o sumo sacerdote entrava uma vez por ano, ficava a ARCA DA ALIANÇA, cuja tampa era chamada de PROPICIATÓRIO. No Lugar Santo, onde só entravam os sacerdotes, ficavam o ALTAR de INCENSO, a mesa dos PÃES DA PROPOSIÇÃO e o CANDELABRO. Do lado de fora havia um altar de SACRIFÍCIOS e um grande tanque de bronze com água para a purificação dos sacerdotes. Em volta do altar estava o pátio (ÁTRIO) dos sacerdotes (1Rs 5—7; a NTLH tem as medidas em metros). A construção do segundo Templo foi feita por Zorobabel. Começou em 538 a.C. e terminou em 516 a.C., mais ou menos (Ed 6). O terceiro Templo foi ampliado e embelezado por Herodes, o Grande, a partir de 20 a.C. Jesus andou pelos seus pátios (Jo 2.20). As obras só foram concluídas em 64 d.C. Nesse Templo havia quatro pátios: o dos sacerdotes, o dos homens judeus, o das mulheres judias e o dos GENTIOS. No ano 70, contrariando as ordens do general Tito, um soldado romano incendiou o Templo, que nunca mais foi reconstruído. No seu lugar está a mesquita de Al Acsa. O Templo da visão de Ezequiel é diferente dos outros (Ez 40—46).

[1]

O templo estava sempre ligado ao local de encontro para os judeus nas suas festas, cultos e celebrações, encontro de Deus com seu povo ou também podemos dizer o povo se encontrando em torno de seu Deus. Também o local aonde se administrava “a aliança” que o povo tinha com Deus.

Na dispensação em que a aliança estava com o povo de Israel, dois profetas vindicaram o retorno ao foco do templo foi dedicado por Salomão: uma casa de oração para todas as nações. O serviço sacerdotal que Israel exercia era interno e com a construção do templo surge uma expressão de testemunho a esse serviço. A intercessão pelo povo que tinha a aliança e pelos que eram distantes como diz Paulo… “naquele tempo, estáveis sem Cristo, separados da comunidade de Israel e estranhos às alianças da promessa, não tendo esperança e sem Deus no mundo.” (Efésios 2:12). Sempre que Paulo faz essa analogia de nós como templo, está visando justamente esses aspectos da nossa posição que ocupamos hoje aqui na terra diante das pessoas, como administradores de uma renovada aliança. Também com dois fluxos intercessórios: um pelo povo “os santos” e outro, por aqueles que ainda não têm pelo sangue de Cristo uma aliança, por meio da fé.

“Não sabeis que sois santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós? Se alguém destruir o santuário de Deus, Deus o destruirá; porque o santuário de Deus, que sois vós, é sagrado.” (1 Coríntios 3:16-17)…”Acaso, não sabeis que o vosso corpo é santuário do Espírito Santo, que está em vós, o qual tendes da parte de Deus, e que não sois de vós mesmos?” (1 Coríntios 6:19)

Ao sermos comparados a um edifício, estamos sendo exortados a respeito de nossa função sacerdotal.

Jesus é o templo e a glória de Deus.

Ele escolhe habitar em nós por sermos os únicos que fomos dentro de toda a criação criados para ser eterno.

Deus não habita em templo feito por mãos humanas (At 7.48). Deus habita em Jesus e em nós (Jo 14.23). “Estamos sendo construídos como edifício” assim como “estamos nos desenvolvendo e crescendo como corpo” são duas analogias que representam uma conexão que temos com a realidade celestial em Cristo Jesus (Yeshua). Ele foi o cumprimento corpóreo de todos os quesitos relacionados à aliança. O ministério público de Jesus (Yeshua), todo ele, é realmente um cumprimento do que o templo e o sacerdócio simbolizavam. Por isso, Ele declarou: Digo-vos, porém, que aqui está o que é maior do que o templo. (Mt 12:6). Por isso, temos a mesma autoridade para curar doentes e enfermos e limpar leprosos. Diga-se de passagem, isto sempre foi de responsabilidade dos sacerdotes…

O serviço sacerdotal – ou ofício sacerdotal – consistia em:

  • Fazer expiação – envolvia intercessão em favor do adorador pecaminoso e a proclamação de que ele fora perdoado (Levíticos 4.26,31,35);
  • Santificar o povo perante o Senhor e manter a santidade (Levíticos 13.11;14.15);
  • Ouvir a confissão de fé por parte dos adoradores e receber sacrifícios de ação de graças ao Senhor;
  • Supervisionar o tabernáculo;

Confira outras passagens que têm ligação entre as ações de Cristo e a ação sacerdotal:

“Ela dará à luz um filho e lhe porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos pecados deles.” (Mateus 1:21)…”Jesus, profundamente compadecido, estendeu a mão, tocou-o e disse-lhe: Quero, fica limpo!” (Marcos 1:41)…”Vós já estais limpos pela palavra que vos tenho falado;” (João 15:3)…”Ora, para que saibais que o Filho do Homem tem sobre a terra autoridade para perdoar pecados – disse ao paralítico:” (Marcos 2:10)…”No dia seguinte, viu João a Jesus, que vinha para ele, e disse: Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!” (João 1:29)…”Porque a lei foi dada por intermédio de Moisés; a graça e a verdade vieram por meio de Jesus Cristo. Ninguém jamais viu a Deus; o Deus unigênito, que está no seio do Pai, é quem o revelou.” (João 1:17-18).

E nós, no sacerdócio de Cristo o da ordem de Melquisedeque temos o mesmo movimento como foi com Ele de expressar publicamente esse sacerdócio como uma ação do Reino ao qual pertencemos. Sempre tenho dito, o Reino é um Reino de sacerdotes e para ser participante desse reino tem que se oficiar como sacerdote.

Jesus (Yeshua) é a gloria que preenche o templo…

“O Espírito me levantou e me levou ao átrio interior; e eis que a glória do Senhor enchia o templo. Então, ouvi uma voz que me foi dirigida do interior do templo, e o homem se pôs de pé junto a mim, e o Senhor me disse: Filho do homem, este é o lugar do meu trono, e o lugar das plantas dos meus pés, onde habitarei no meio dos filhos de Israel para sempre; os da casa de Israel não contaminarão mais o meu nome santo, nem eles nem os seus reis, com as suas prostituições e com o cadáver dos seus reis, nos seus monumentos,” (Ezequiel 43:5-7)

“Assim diz o Senhor: O céu é o meu trono, e a terra, o estrado dos meus pés; que casa me edificareis vós? E qual é o lugar do meu repouso?” (Isaías 66:1)…”Eu lhes tenho transmitido a glória que me tens dado, para que sejam um, como nós o somos;” (João 17:22)…”Ele, que é o resplendor da glória e a expressão exata do seu Ser sustentando todas as coisas pela palavra do seu poder, depois de ter feito a purificação dos pecados, assentou-se à direita da Majestade, nas alturas,” (Hebreus 1:3)

“Pois assim diz o Senhor dos Exércitos: Ainda uma vez, dentro em pouco, farei abalar o céu, a terra, o mar e a terra seca; farei abalar todas as nações, e as coisas preciosas de todas as nações virão, e encherei de glória esta casa, diz o Senhor dos Exércitos. Minha é a prata, meu é o ouro, diz o Senhor dos Exércitos. A glória desta última casa será maior do que a da primeira, diz o Senhor dos Exércitos; e, neste lugar, darei a paz, diz o Senhor dos Exércitos.” (Ageu 2:6-9)


a.C. antes de Cristo

m metro(s)

NTLH Nova Tradução na Linguagem de Hoje

d.C. depois de Cristo

[1]Kaschel, Werner; Zimmer, Rudi; Sociedade Bíblica do Brasil: Dicionário Da Bíblia De Almeida 2ª Ed. Sociedade Bíblica do Brasil, 1999; 2005

Fé = pequenas grandes coisas- Carta aberta aos construtores – 3

Postado por Fabio souza     Categoria: Despertando Construtores

“Quem és tu, ó grande monte? Diante de Zorobabel serás uma campina; porque ele colocará a pedra de remate, em meio a aclamações: Haja graça e graça para ela!” (Zacarias 4:7)

A compreensão que temos sobre nossa capacidade de influência na terra sempre está muito abaixo da real autoridade em que Deus nos colocou nesta mesma terra por meio de Cristo. A nossa autoridade transcende o que entendemos sobre ela, ou o que pensamos que ela seja. Por isso nos é exigido fé.

Ter a fé como um grão de mostarda nos desafia a estarmos envolvidos com coisas que aparentemente são pequenas. É ter a convicção de que a obediência de estar envolvido com o que nos compete fazer acionará a operação do Seu reinar sobre céus e terra. Mesmo que através das coisas que muitas das vezes são aparentemente para nós desprezíveis… (1 Coríntios 1.18-30; 2.1-16)

“Ele era a lâmpada que ardia e alumiava, e vós quisestes, por algum tempo, alegrar-vos com a sua luz.” (João 5:35)

João, o batista era uma lâmpada um portador da luz ele testificava da luz, era na escuridão um anuncio de que as coisas estavam próximas de serem cumpridas.  A escuridão esta relacionada com a falta de revelação e entendimento do tempo em que se vive. A sua mensagem ardia dentro dele e iluminava os que ouviam. Somos lâmpadas o fogo tem que arder para iluminar.

Temos que trazer o cumprimento e entendimento de tudo o que foi profetizado até aqui. Compreensão, entendimento e funcionamento.

O foco não pode estar somente no que somos, mas em quem nós estamos. Estamos na sabedoria de Deus e no poder de Deus, Cristo é a luz. Somente Ele pode nos batizar com fogo, o fogo é a vida, obra e testemunha que Ele operou aqui nesta terra. Faz arder e iluminar! “… Cristo, poder de Deus e sabedoria de Deus.” (1 Coríntios 1:24)

“Nos últimos dias, acontecerá que o monte da Casa do Senhor será estabelecido no cimo dos montes e se elevará sobre os outeiros, e para ele afluirão todos os povos… “Vinde, ó casa de Jacó, e andemos na luz do Senhor.” (Isaías 2.2,5). É estar nesta condição que nos faz andar em autoridade – Cristo é quem nos estabelece e nós, a casa de Deus.

As expectativas do que temos a cumprir não podem ser somente baseadas em um favor para nosso tempo e nossa geração, mas procure entender que existe uma expectativa daqueles que caminharam nesta mesma causa antes de nós e que nos proporcionou estar nela.

“Ora, todos estes que obtiveram bom testemunho por sua fé não obtiveram, contudo, a concretização da promessa, por haver Deus provido coisa superior a nosso respeito, para que eles, sem nós, não fossem aperfeiçoados.” (Hebreus 11: 39-40)

Por isso temos que nos ocupar com o que nos cabe ser feito sem esperar demais pela concretização de todo plano em que estamos envolvidos, e esse pode ser um ponto para nos firmarmos na fé e pela fé seguirmos… Prontos para ir!

O que estamos construindo?-Despertando construtores, Parte 11

Postado por Fabio souza     Categoria: Despertando Construtores

Um corpo que está relacionado com uma ação em conjunto: várias partes unidas e uma só movimentação. Em cada parte, cada junta precisa estar desenvolvida de acordo com o andamento do crescimento de um todo. Todo o ser humano é um: o corpo cresce, a voz muda, os cabelos mudam, os órgãos mudam, as juntas se desenvolvem de acordo com o crescimento dos ossos. Dentro de todo esse desenvolvimento, existe a necessidade de um aperfeiçoamento preparando a pessoa como indivíduo a cumprir e exercer aquilo que lhe é exigido em cada período. Na infância, ensinamos a criança e nos ocupamos a colocar-lhe limites e princípios necessários de acordo com a realidade dessa fase em que na maior parte dos momentos são dependentes de pais e tutores. Já na adolescência, esses cuidados continuam, mas dentro de um outro contexto, e aqui começa o desenvolvimento da maturidade: é difícil determinar quando esse desenvolvimento termina, mas ele exige muito mais na fase adulta, quando este indivíduo não deve mais estar pra lá e pra cá, sendo guiado ou sempre correspondendo às “tendências”; ele tem que ter um objetivo, metas, um rumo para não ser mais levado por qualquer coisa, tem que definir o que vai guiá-lo. A mesma coisa ocorre quando somos guiados pelo Espírito – não para o Espírito, porque temos um objetivo e metas: viver a vida eterna que foi disponibilizada a nós por meio do Filho, o Cristo de Deus.

A sabedoria = maturidade

Jesus (Yeshua) uma vez perguntou: “Mas a quem hei de comparar esta geração? É semelhante a meninos que, sentados nas praças, gritam aos companheiros: Nós vos tocamos flauta, e não dançastes; entoamos lamentações, e não pranteastes. Pois veio João, que não comia nem bebia, e dizem: Tem demônio! Veio o Filho do Homem, que come e bebe, e dizem: Eis aí um glutão e bebedor de vinho, amigo de publicanos e pecadores! Mas a sabedoria é justificada por suas obras.” (Mateus 11:16-19). Uma geração que não sabe discernir o que está acontecendo ao seu redor ou que não tem com o que se envolver, não se decide, calcula-se demais.

Interessante observar as duas movimentações: João, o batista, e Jesus (Yeshua). João se isolou, separou-se, e o que eu entendo aqui é que Jesus não está citando uma abstinência por parte de João e sim que ele não se associou e tinha talvez um comportamento estranho, pois logo disseram: Tem demônio! E Ele, Jesus, veio numa outra movimentação, outro comportamento. Ele não ficava afastado no deserto, não implicava com Herodes, chamou para estar com Ele zelotes, publicanos, pessoas que tinham vidas devassas como algumas mulheres e até uma que Ele tinha expulsado sete demônios (Lc 8.2-3). Essas coisas não foram determinantes na espiritualidade deles, e ambos tinham bem claro o seu objetivo e metas; em sua missão também tinham clareza no que precisavam estar envolvidos, maturidade de como proceder diante de uma realidade muitas vezes de descrédito e hostilidade; acusados ambos por falta de equilíbrio, mas algo estava ocorrendo e sendo construído que aquela geração não estava conseguindo alcançar. Reparem uma coisa: em como Lucas narra o que Jesus (Yeshua) disse: “Mas a sabedoria é justificada por todos os seus filhos.” (Lc 7:35).

Podemos traduzir como “Filhos” ou “obras”, pois a palavra que aparece aqui no grego é a palavra teknon que em muitos trechos nas escrituras é usada para filhos, que dá proeminência aos aspectos físicos e externos de parentesco e, metaforicamente, nome transferido para aquele relacionamento íntimo e recíproco formado entre os homens pelos laços do amor, amizade, confiança, da mesma forma que pais e filhos em atitude amorosa. No NT, alunos ou discípulos são chamados filhos de seus mestres, porque estes pela sua instrução educam as mentes de seus alunos e moldam seu caráter. Falamos acima sobre esse trabalho de aperfeiçoamento de sermos levados à maturidade para que não possamos ser confundidos e andarmos em círculos.

A cena é de dois grupos de crianças em uma praça. Um grupo fica sempre imaginando o que brincar, mas um outro grupo não aceita e não se une a eles diante de todas as maneiras que foram apresentadas. Mesmo querendo alguma coisa, não se decidem.

Aqui se apresentam as duas coisas: o que deve ser feito e como deve ser feito, mas as duas coisas não são alcançadas por falta de capacitação e aperfeiçoamento.

“para que não mais sejamos como meninos, agitados de um lado para outro e levados ao redor por todo vento de doutrina, pela artimanha dos homens, pela astúcia com que induzem ao erro. Mas, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo, de quem todo o corpo, bem ajustado e consolidado pelo auxílio de toda junta, segundo a justa cooperação de cada parte, efetua o seu próprio aumento para a edificação de si mesmo em amor.” (Efésios 4:14-16)

Veja que definição interessante sobre o corpo de Cristo que Denise de Vasconcelos Araujo minha amiga e conserva nos trouxe:

“Porque assim como o corpo é um, e tem muitos membros, e todos os membros do corpo, embora muitos formam um só corpo, assim também é Cristo.” I Coríntios 12,13

Cristo é formado por quem somos Ele é formado por um corpo. Todos os membros dEle, embora muitos, formam um só corpo, Cristo. Imaginem como esta frase era forte para os que leram esta carta. Paulo quis dizer:

Zelem por este corpo, é pelo próprio Cristo que vocês estão zelando.

Amem este corpo, é o próprio Cristo que vocês precisam amar!

Entendam as partes deste corpo, zelem pelo funcionamento correto dele, é o próprio Cristo! Paguem o preço para que este corpo se desenvolva completamente, para que cada parte cumpra a sua função, é o próprio Cristo…

“Vocês são o corpo de Cristo, e individualmente membros uns dos outros.” I Coríntios 12,27

(Postado por Denise de Vasconcelos Araujo. http://denisevasco.blogspot.com/2011/05/assim-tambem-e-cristo.html)

Tenho aprendido muito com Denise sobre esse tema. Também tenho muita certeza de que Denise tem muito a contribuir nesta construção em que estamos vivendo, existe nela uma clareza sobre como podemos avançar dentro desse funcionamento, algo que vem desde seu pai que sempre soube muito bem em como “ligar as juntas” e que hoje recai sobre ela. Com certeza temos que ouvi-la.

Outra coisa que figuradamente se fala é a construção de um edifício, um templo e uma casa de Deus. No antigo testamento isto era sempre empregado num contexto totalmente físico. Literalmente, Israel tinha um templo, uma nação constituída totalmente de uma família, no templo com inúmeras prescrições para o uso. O autor de Hebreus nos explica dizendo que: “querendo com isto dar a entender o Espírito Santo que ainda o caminho do Santo Lugar não se manifestou… É isto uma parábola para a época presente… imposta até ao tempo oportuno de reforma.” (Hebreus 9:8-10)

Construção pelos profetas – Despertando construtores, Parte 10

Postado por Fabio souza     Categoria: Despertando Construtores

“Ora, os profetas Ageu e Zacarias, filho de Ido, profetizaram aos judeus que estavam em Judá e em Jerusalém, em nome do Deus de Israel, cujo Espírito estava com eles. Então, se dispuseram Zorobabel, filho de Sealtiel, e Jesua, filho de Jozadaque, e começaram a edificar a Casa de Deus, a qual está em Jerusalém; e, com eles, os referidos profetas de Deus, que os ajudavam.” (Esdras 5:1-2)

Olhando o texto, podemos perceber e compreender um pouco melhor o funcionamento do ministério do profeta. Saber como funciona um profeta pode nos afetar em como ouvi-lo e como acessá-lo e em também o que esperar desse serviço que está presente nas duas etapas do desenrolar dos propósitos de Deus aqui na terra, em Israel e na Igreja.

Vejo os profetas muito relacionados e envolvidos no que foi dito por Deus e no que foi recebido pelo povo, ao formarem uma aliança com o que estava sendo proposto. Eles se movimentavam sempre puxando e realinhando num momento entre o início e a conclusão do propósito, o que estava sendo vivido naquela época e nos acontecimentos no meio daqueles homens. Aqueles homens foram como que marcados, ungidos e escolhidos para que naquele ponto e naquele período fossem sempre orientados por meio de suas proclamações, trazendo um parecer, uma leitura, uma medida, uma linha entre o santo e o profano, daquilo que era realmente para ser feito e estar envolvido e o que não era.

Então eles repetiam, explicavam e aplicavam a palavra do Senhor às vezes por meio de ações e símbolos; deviam guiar o povo à resposta apropriada, à palavra falada e explicada. E exigir deles algo além disso é como empurrá-los em propensão aos erros. Qualquer funcionamento que lhes seja exigido a mais daquilo que lhe corresponde realmente fica vulnerável a isso. Estamos hoje falando muito de uma correção necessária a fazer que é o reposicionamento do ministério pastoral e da função do pastor. Como isso foi confundido… Até muitas das vezes dentro de uma questão doutrinária e apologética em proteger a igreja de desvios, de sermos levados por “vento de doutrina”, anulou-se a existência dos outros funcionamentos que Paulo nos apresenta na tão falada hoje passagem de Efésios 4.11, agregando à figura e à função do pastor a representação dos outros quatro ofícios ditos por Paulo. Outro ponto que é valido também observarmos é que dentro disso, todos os funcionamentos – inclusive o do pastor – estão colocados dentro de uma operação e de um contexto de aperfeiçoamento.

Isso tudo precisa ser revisado com muito cuidado porque o objetivo do serviço desses cinco ofícios visa à edificação do corpo de Cristo e é por essa construção, por estar envolvido e sendo aperfeiçoado pelos ofícios, que vamos sendo protegidos de “vento de doutrina”. Esse aperfeiçoamento nos tira da condição de “meninos” – metáfora de um infantil, imaturo, inexperiente.

Quero com alguns artigos cooperar para que tenhamos um melhor entendimento de como perceber e discernir uma movimentação e o serviço dos profetas. Para um melhor aproveitamento de ambos, os que servem e os santos que estão sendo servido por eles, propocionando um progresso na “obra do minstério”. Todos ganhamos com isso “…há somente um corpo e um Espírito, como também fostes chamados numa só esperança da vossa vocação;” (Efésios 4:4).

Despertando construtores, Parte 9

Postado por Fabio souza     Categoria: Despertando Construtores

As Pedras Queimadas

Os livros de Esdras e Neemias são duas das mais importantes mensagens proféticas de nosso tempo. Esses livros contêm a história de um remanescente do povo de Deus que retornou para Jerusalém do cativeiro na Babilônia para reconstruírem o templo do Senhor e os muros da cidade. Estes fiéis enfrentaram oposição e crítica das nações ao seu redor e até mesmo da parte de alguns compatriotas judeus que haviam permanecido na terra. Um dos mais veementes destes, Sambalate, disse as seguintes palavras a respeito deles:

E ele falou na presença de seus irmãos  e do exército de Samaria, dizendo: Que fazem estes fracos judeus? Fortificar-se-ão? Oferecerão sacrifícios? Acabarão a obra num só dia? Vivificarão dos montões de pó as pedras que foram queimadas?”(Neemias 4,2)
Hoje o inimigo da obra de Deus está fazendo estas mesmas acusações abusivas. Há um remanescente do povo deixando o conforto religioso da Babilônia com a visão focada na restauração do templo do Senhor na sua glória anterior. Sair da Babilônia e fazer a jornada espiritual para o local onde o templo será reconstruído exige uma fé extraordinária.  É neste lugar que a vida verdadeira da Igreja acontecerá da forma como o Senhor desejava que tivesse sido desde o início. E então, após a conclusão da jornada podemos esperar que as críticas invejosas e os inimigos do Senhor continuem. Um dos desafios com o qual podemos contar é a pergunta feita acima: Como poderão ser reconstruídos com pedras queimadas?

De fato, tanto o templo reconstruído quanto os muros da cidade foram construídos com pedras que haviam sido queimadas durante a destruição do templo e da cidade. Estas foram as pedras que haviam falhado e que agora pareciam inúteis para qualquer construção. Quanto mais a reconstrução do glorioso templo do Senhor ou dos muros que representavam a salvação (veja Isaías 60.18). Você é uma destas pedras queimadas? Você passou por uma obra que parecia gloriosa e gerando muito potencial e acabou completamente decepcionado? Você se queimou? Se este é o seu caso você é um candidato excelente para a nova obra que o Senhor está realizando hoje.

Pedras queimadas podem não ter boa aparência, mas elas passaram pelo fogo – foram provadas. Só uma fé notável é capaz de suportar o fracasso e se levantar novamente, determinado a continuar seguindo a visão. Pense no tipo de fé que este remanescente teve que ter para retornar para o local onde experimentaram o maior fracasso e devastação com a decisão de começar tudo de novo. É este o tipo de visão necessária para suportar a oposição e a falta de encorajamento que certamente virão durante a restauração.

Se você ainda não foi testado através de um fracasso espiritual sério, talvez você seja muito idealista para compreender o real objetivo por trás do que Deus está fazendo. Tudo o que o Senhor faz nesta era é um testemunho do Seu poder redentor. Como já foi dito, as pedras queimadas podem não ter boa aparência, mas o Senhor nunca se preocupou com o exterior das Suas habitações. Aqueles que passaram pelo fogo do fracasso e estão dispostos a serem usados novamente provavelmente serão aqueles com o interior com o qual Ele deseja construir.

Tanto Esdras quanto Neemias prevaleceram porque mantiveram o foco na obra e se recusaram a permitir que as críticas e a oposição os parassem. Eles responderam seus acusadores em alguns momentos e trabalharam com suas espadas na mão, sempre prontos a entrar em guerra se fossem atacados. Haverá momentos para trabalhar e guerrear mas precisamos nos lembrar que o nosso principal trabalho é completar a obra.

Todos estão aqui pelo mesmo motivo: ver o Senhor habitar no meio do Seu povo. Ter a presença dEle manifesta em nosso meio vale qualquer coisa que tenhamos que suportar. Aqueles que foram chamados à obra precisam aprender a reconhecer os que Judas chama de “queixosos” (Judas 1,16) e resisti-los. Isso faz parte da prova que precisa acompanhar cada obra significativa.

Estes ataques acabam minguando o exército, pois há aqueles que não têm coragem de fazer parte da obra neste estágio. Quando Israel se reunia para a guerra, o Senhor muitas vezes removia os soldados que eram  medrosos demais para a batalha.  Este é um corte que precisa acontecer antes que algo de real importância espiritual seja construído, ou antes, de batalhas importantes iniciarem. As críticas e acusações falsas deveriam nos encorajar. Há o tempo certo para respondê-las e há o momento de sacar a espada contra o acusador dos irmãos, mas na maior parte das vezes o que precisamos fazer é simplesmente focarmos a atenção na obra que nos foi dada. E a melhor resposta para qualquer crítica será a conclusão da obra.

Por Rick Joyner MorningStar Ministries
Traduzido por Denise de Vasconcelos Araujo